Foto: Robert Mapplethorp

A Eternidade
(Rimbaud)
Novamente sou invadido
Por quem, senão a eternidade
É o mar que segue em ondas
Junto ao sol que se põe
Alma que é vigilante
Dê-me os passos a seguir
Desta noite que congela
E deste dia que abrasa
Dos trabalhos humanos
Dos cumprimentos e críticas
Você já está desenganado
E no ar você se estende
Doutra mais nenhuma
As brasas de cetim,
Este dever se sombranceia
Sem palavra, por fim
Ao longe, sem esperança
E não há futuro
Ciência e paciência
A seguridade da tormenta
Novamente sou invadido
Por quem, senão a eternidade
É o mar que segue em ondas
Junto ao sol que se põe